Blog de André Modesto Macedo


09/04/2009


Morte térmica do Universo

 

A morte térmica é um possível  estado final do universo, no qual ele "cai" para um estado de nenhuma energia livre para sustentar movimento ou vida. Em termos físicos, ele terá alcançado entropia máxima.

Mas o que seria entropia e energia livre deve estar se perguntando o leitor, vamos tentar esclarecer da maneira mais simples possível esses conceitos, sem fazer o uso de equações matemáticas e com exemplos acessíveis.

As transformações naturais têm um sentido preferencial de ocorrência. Por exemplo, se tivermos dois corpos a temperaturas diferentes, podemos obter trabalho desse sistema a partir de uma maquina térmica. Contudo, a tendência natural do calor é fluir do corpo mais quente para o corpo mais frio, estabelecendo-se assim o equilíbrio térmico com os corpos a mesma temperatura que poderia gerar trabalho a partir do calor. Como esse sistema, constituído pelos dois corpos, não pode voltar à situação inicial de maneira espontânea o processo natural é dito irreversível.

A energia térmica é o último estágio das "energias utilizáveis", pois todas as formas de energia tendem espontânea e integralmente a se converter em energia térmica. A transformação inversa, embora possível, só ocorre em situações especiais nas maquinas térmicas, porém com baixo rendimento. Em outras palavras: A segunda lei da termodinâmica diz que nenhuma máquina térmica possui um rendimento de 100%.

Assim a segunda lei da Termodinâmica, pode ser entendida como o princípio da degradação da energia. Ou seja, a quantidade de energia “útil” do universo diminui à medida que ele evolui.

A segunda lei da termodinâmica expressa, de uma forma concisa diz que: "A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo". Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema fechado interage com outra parte, a energia tende a dividir-se por igual, até que o sistema alcance um equilíbrio térmico.

A grandeza entropia foi criada pelo físico alemão Rudolf Clausius (1822-1888), para caracterizar que a irreversibilidade dos processos naturais ocorre num sentido preferencial.

Clausius verificou que, embora a energia total se conserve nos processos naturais, a tendência era que se transformasse de uma forma ordenada (energia elétrica, energia mecânica etc.) para uma forma desordenada (energia térmica): a energia térmica é caracterizada pela agitação molecular. Ele fez analogias práticas, mostrando que o sentido dos fenômenos é sempre para o aumento da desordem do sistema (aumento da entropia).

Imaginemos a configuração inicial, colocamos 1000 bolinhas na parte de baixo de um recipiente e 1000 bolinhas pretas na parte de cima. Ao agitarmos o recipiente, as bolinhas se misturam. Por maior que seja o número de vezes que agitemos o sistema, muito provavelmente jamais conseguiremos a configuração inicial, ou seja, a ordem inicial.

Ordem e desordem são conceitos estatísticos. Associados a eles temos o conceito de entropia. Logo, os sistemas possuem uma propriedade intrínseca, a entropia, que se caracteriza por um aumento da desordem nos processos naturais.

A evolução do Universo, nos leva indubitavelmente a um aumento da entropia. Como vimos, isso quer dizer que à medida que o tempo passa, diminui a possibilidade de obtenção de energia útil ou trabalho de um sistema. Portanto, embora a energia total se conserve, ela está se degradando, e haverá um momento que não mais se poderá obter energia útil, pois esta estará toda na forma de calor e não haverá diferença de temperatura que permita transformação em outra forma de energia.

Esse equilíbrio térmico corresponderá à situação de entropia máxima, ou seja, morte térmica do universo, quando a energia existente estará inutilizável. Quando esse momento chegar, todos os processos físicos, químicos e biológicos terão cessado.

Contudo essa afirmação é puramente especulação filosófica até o momento, pois a maior parte do universo encontra-se ainda um tanto obscura para os cientistas. A configuração atual mais aceita no meio acadêmico é de que: o Universo é constituído de 4% matéria bariônica (prótons, nêutrons, elétrons etc), o restante esta na forma de "Matéria Escura" 23%, que é muitíssimo diferente dessa matéria que nós somos constituídos e “Energia Escura” 73%, esta responsável pela atual expansão acelerada do universo.  Então, não há como se estimar a entropia, ou seja, não dá pra se fazer uma estimativa do que está acontecendo.

Escrito por André Modesto às 17h07
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05/02/2009


As sinapses do conhecimento

O educador e seu papel de mediador na escola moderna.

Geralmente, quando alguém inicia um discurso relacionado ao contexto escolar, direciona o pensamento para aspectos “problemáticos” deste tema, envolvendo as chamadas “características pessoais” dos alunos, falando dos problemas de aprendizagem, dos que não conseguem ler e/ou escrever com significado, do número de reprovações, o que comprova a existência dessa não-aprendizagem ou mesmo de problemas de relacionamento interpessoal que promovem a retenção do aluno, além das estatísticas de evasão escolar.

Repetidas vezes o “bom aluno” é identificado por algumas características; a primeira pode ser a disciplina, ou seja, aquele que não tumultua ou perturba a ordem da classe, porque para muitos professores disciplina ainda é sinônimo de imobilismo. Segundo Rubem Alves (2003), é importante, além da atenção voltada para o objeto do conhecimento, a curiosidade que ele desperta. “todas as vezes que você precisa pedir disciplina é porque alguma coisa está errada. Quando o jovem está realmente fascinado pelo objeto, você não precisa pedir...”.

No ambiente escolar é comum às vezes a expressão falta de estímulo do educando ser posta como fator indubitável para o “insucesso” do aluno. Contudo cabe a pergunta: O que é estímulo?

Estímulo é algo externo que impulsiona o indivíduo em determinada direção, fazendo-o agir. Eles podem ser multivariados - por exemplo, de natureza econômica, social, moral ou política. Quanto à escola, pode-se pensar o professor como fonte de estímulo aos alunos, e seu desafio seria o de criar ações concretas que incentivem os alunos a buscar e a realizar. Segundo Bzuneck (2001) em sala de aula, os efeitos imediatos da motivação do aluno consistem em ele se envolver ativamente nas tarefas pertinentes ao processo de aprendizagem, o que implica em ter escolhido esse curso de ação entre outros possíveis e ao seu alcance.

Em oposição ao “mar das lamentações” temos que: O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente.

Formar novas gerações na perspectiva da escola moderna requer educadores críticos, competentes e atuantes, que portem compromissos profissionais embasados numa visão de diálogo no processo de ensino aprendizagem, onde educador e educando sejam considerados sujeitos da construção e da apropriação do conhecimento.

Em decorrência desse comprometimento é necessário que aja empenho no combate a evasão e a repetência que nada mais são do que instrumentos da exclusão social. Também se espera do educador a consciência de repassar conhecimentos sobre o “universo” de uma maneira científica livre de crenças irracionais oriundas de superstições e pré-conceitos.

Quando se propõe investigar o interesse dos alunos pela escola, é fundamental levantar possíveis fatores que podem aumentar ou reduzir esse interesse. Entre estes merece atenção neste trabalho os que estão relacionados ao professor, ao aluno e, em especial, à interação entre eles.

Por conseguinte, devemos ter em mente que o ambiente escolar é similar a um sistema nervoso, onde, se não ocorrer à passagem de estímulos de um neurônio para outro a informação “morre” no caminho. Ou seja, as células (partes) não estão em junção (sinapse). Assim podemos metaforizar que a escola é o ambiente onde ocorrem as “sinapses do conhecimento” onde cada indivíduo (alunos, professores, coordenadores, inspetores, diretores, etc.) é um neurônio e se não houver sinapse (interação professor aluno) o conhecimento “morre” e a sociedade padece.

 

Escrito por André Modesto às 01h51
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12/01/2009


Palestinos, infelizmente a opinião internacional não os salvará!

Para entender um título assim tão pessimista, convido o leitor a tentar entender um pouco Israel.
As câmaras de gás, os campos de concentração, a tentativa de extinguir judeus - não são fábulas. Elas aconteceram com pessoas reais durante "nosso tempo de vida". A opinião mundial chora por Anne Frank, mas não a salvou. Fato.
A idéia do estado de Israel não esta fundamentado em religião ou nacionalismo, mas sim, na experiência de quase aniquilação de um povo, que outrora não pôde confiar sua segurança na opinião mundial para proteger os judeus.
Assim, quando se pede que Israel respeite a opinião mundial e confie na comunidade internacional, não se esta compreendendo o ponto fundamental. A idéia do estado de Israel é fruto da negação dessa opção. O estado de Israel só existe porque os judeus não se sentiram seguros sob a tutela da opinião pública mundial.
A pobreza, a morte e o desespero entre os palestinos na Faixa de Gaza me levam a fúria. Como poderia não selo? Quem é capaz de ver imagens de crianças numa zona de guerra e não se sentir revoltado, perplexo e impelido a protestar?
Contudo, vale lembrar que o Hamas não prega um "estado palestino e paz", mas em primeira instância prega à destruição total de Israel. A impressão é que eles não querem matar judeus porque odeiam Israel. E sim, eles odeiam Israel porque querem matar os judeus. Outro fator de suma importância é o coadjuvante Irã, momentaneamente esquecido pela opinião mundial.
Israel já cometeu muitos erros. Agiu agressivamente em determinadas situações. O país nem sempre respeitou como deveria os direitos humanos de seus inimigos. Contudo que país exposto a tal ameaça teria evitado esses erros?
A atual empreitada militar israelense contra Gaza (Hamas) tem o objetivo de destruir o satélite iraniano e vizinho de Israel. O Hamas.
O presidente Iraniano afirmou em alto e bom tom que quer a destruição completa de Israel. Enquanto a opinião mundial não tratar com seriedade a possibilidade de o Irã adquirir armas de destruição massa, criando assim a possibilidade de um novo holocausto contra os judeus, Israel não recuará. Enquanto a opinião mundial não fizer nada, em relação à corrida armamentista iraniana, o mundo estará ratificando o direito de defesa Israelense. Quer queira, quer não!

 


Importantes considerações:
• A idéia central do texto acima é uma adaptação da coluna de Daniel Finkelstein, que é colunista do jornal londrino "The Times", onde este texto foi publicado originalmente.
• O texto foi redigido a partir de uma ótica racional, o que implica que não sou nem a favor nem contra Israel, apenas tento entender os fatos de uma maneira embasada em fatos, sem considerar os sentimentos envolvidos nos bastidores de uma guerra.

 

Escrito por André Modesto às 00h56
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09/12/2008


Plano de Defesa Nacional e a compra de tecnologia

 

O Brasil finalmente depois de anos de atraso, conhecerá o Plano Estratégico de Defesa Nacional, importar tecnologia e exportar commodity contínua sendo vocação nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, após almoço com oficiais militares no Clube da Aeronáutica anunciou o plano Elaborado em conjunto pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, o plano é aguardado com ansiedade e pretende remodelar profundamente a capacidade de atuação e as diretrizes prioritárias das Forças Armadas do país.

Apesar da vocação pacifista do país o reaparelhamento das forças armadas, assim como uma política de defesa digna de um país continental faz-se necessária frente ao mundo. O sonho de pleitear uma vaga no conselho de segurança ONU, o órgão mais importante das nações unidas, além de assumir a liderança geopolítica latino-americana fez com que o planalto reavaliasse a importância das forças armadas nacional.

Um dos principais pontos é a promoção de uma política agressiva de estímulos à indústria bélica nacional, com o estabelecimento de um regime jurídico e tributário diferenciado para as empresas do setor. Os benefícios envolveriam a concessão de incentivos fiscais e a dispensa de licitações para algumas operações de comercialização com as Forças Armadas. Em contrapartida, o governo teria direito à participação especial no quadro societário das empresas beneficiadas.

Outro destaque do plano é a compra de caças de combate, com transferência de tecnologia para a Aeronáutica, além da fabricação de submarino nuclear cuja principal função seria patrulhar a costa marítima brasileira.

Mais uma vez, nota-se a boa e "velha mania" de medidas emergenciais, ao invés de preventivas. Calcula-se que, ao todo, a aprovação do plano implique num aumento dos gastos anuais da União com a área de Defesa dos atuais 1,5% do Produto Interno Bruto para algo em torno de 2,5% dentro de um prazo de cinco anos.

Um dos pontos de entrave na compra dos caças é a exigência de que aja transferência de tecnologia pelo fabricante as forças armadas. Contudo aqui vem um dado alarmante, segundo o JC e-mail 3424, de 07 de Janeiro de 2008, o Ministério da Defesa, por exemplo, tem previsão de investimentos de R$ 3,3 bilhões e está de fora do PAC. O mesmo ocorre com Ciência e Tecnologia (R$ 982 milhões). A equipe econômica prevê uma economia de R$ 20 bilhões com cortes de gastos de custeio.


O montante que teoricamente pode ser cortado soma R$ 46,7 bilhões no Executivo, mas 36% desse valor está alocado em programas sociais, como a alimentação escolar e a distribuição de livros didáticos do MEC (R$ 1,1 bilhão), a concessão auxílio financeiro a estudantes (R$ 1,4 bilhão) e a prestação de serviços de saúde (R$ 7 bilhões).

Ou seja, gastamos mais com defesa, apesar de dermos pacifistas, do que com Ciência e Tecnologia, além de previsão de alarmantes cortes no MEC e no auxílio financeiro aos estudantes. Claro que termos força armada moderna e bem aparelhada é um "bem" necessário, contudo, ao exigirmos transferência de tecnologia estamos dando um tiro pela culatra.

Aqui vai um argumento que investir em Ciência básica é altamente "lucrativo", apesar de a Ciência estar ai para ajudar a humanidade, ela também se presta ao lucro de alguns. Aproximadamente 30% do PIB dos EUA é fruto de aplicações diretas da Mecânica Quântica, em números para 2009 isso equivalerá a aproximadamente 4,38 trilhões de dólares, ou seja, 2,75 vezes o PIB Brasileiro.

Agora nos cabe uma reflexão, transferência de tecnologia, onde se investe tão pouco em ciência. Todos os dispositivos eletrônicos usados no mundo moderno só puderam ser projetados porque conhecemos os princípios da física quântica. Infelizmente meses atrás, o pólo industrial de Manaus parou sua montagem de aparelhos eletrônicos devido à alta do dólar, o que fez com que os chips e transistor ficassem mais caros, parando a produção de eletroeletrônicos.

 

Triste realidade nacional implora-se a transferência de tecnologia de ponta, contudo nem sequer produzimos chips e transitores com tecnologia nacional, importamos e pagamos direitos de patentes aos países desenvolvidos ao preço de mantermos nossa balança comercial positiva à custa de desmatamento para o cultivo de soja, pasto para o gado e extração de minérios em geral.

 

Apesar de toda puljância de crescimento que nos é passada pelo governo federal, infelizmente somos um país dependente das commoditys, vendemos ao mundo produtos com baixíssimo valor agregado e compramos tecnologias de toda natureza.

 Sugestões, críticas e elogios comentem

Abraço a todos

Escrito por André Modesto às 04h11
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01/12/2008


Colégio prega idéia de origem religiosa em aula de ciências



O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade.
Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista. Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único).
A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.Quase 200 anos depois de Charles Darwin (1809-1882) e 150 após a publicação de sua grande obra, "Origem das Espécies", os educadores do Mackenzie aceitam só o que chamam de "microevolução" (organismos se adaptam a novas condições do meio).A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.
A doutrina criacionista não é apresentada somente nas aulas de religião, mas igualmente nas de ciências. Em 2008 foi usada nos três primeiros anos do ensino fundamental 1, ainda em fase piloto, uma série de apostilas traduzidas e adaptadas de material da Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI, na abreviação em inglês), com sede no Colorado, nos Estados Unidos.A coleção utilizada com crianças de 6 a 9 anos se chama Crescer em Sabedoria. Na capa do volume do terceiro ano estava estampado "Ciências - Projeto Inteligente".
É uma alusão ao argumento do "design inteligente": a natureza é tão complexa e os organismos tão perfeitos que só o desígnio de um arquiteto (Deus) pode ter sido responsável por sua criação. "Quando Deus formou a Terra, criou primeiro o ambiente. Criou elementos não vivos, como o ar, a água e o solo. Depois, Deus criou os seres vivos para morarem nesse ambiente", afirma-se na pág. 10. O item 2.1 do volume se chama "O plano de Deus para os ambientes".
Pode ser lido na pág. 17: "Deus projetou as cores e as formas de cada animal e o colocou em um ambiente que era perfeito para eles [sic]. Quando um animal usa suas cores ou formas para se esconder em seu ambiente, dizemos que ele está camuflado".
A direção do Mackenzie justifica a omissão da evolução por seleção natural, nessa apostila de ciências, dizendo que se trata de conteúdo previsto apenas para o ensino fundamental 2. Além disso, o material da fase piloto de 2008 foi revisto e a ênfase religiosa, atenuada, mas não excluída.
Darwin, todavia, continua de fora.Só uma dúzia de pais reclamou.
Agora cabem alguns comentários, como é possível uma grande maioria de abastadas famílias paulistanas acreditarem friamente em “ciência de baixa tecnologia”. Ou sendo menos radical, como pode essas famílias que pagam uma fortuna pelo colégio dos filhos, permitir que não seja ensinado as teorias de Darwin.
Como é possível que praticamente nenhuma religião importante tenha olhado para a ciência e concluído: "Isso é melhor do que imaginávamos! O universo é muito maior do que disseram nossos profetas, mais grandioso, mais sutil, mais elegante"? Em vez disso, dizem: "Não, não, não! Meu deus é um deus pequenininho, e quero que ele continue assim". Uma religião, antiga ou nova, que ressaltasse a magnificência do universo como a ciência moderna o revelou poderia atrair reservas de reverência e respeito que continuam quase intocadas pelas crenças convencionais.
(parágrafo retirado do livro: Deus, um Delírio – Richard Dawkins)
“Algumas pessoas têm uma visão de Deus tão ampla e flexível que é inevitável que encontrem Deus onde quer que procurem por ele. Ouvimos que "Deus é o supremo" ou que "Deus é nossa melhor natureza" ou que "Deus é o universo". É claro que, como qualquer outra palavra, a palavra "Deus" pode ter o significado que quisermos. Se alguém quiser dizer que "Deus é energia", poderá encontrar Deus num pedaço de carvão.”
(Weinberg – Prêmio Nobel de Física)
Como estudante e pesquisador, sou hostil à religião fundamentalista porque ela debocha ativamente do empreendimento científico. Ela nos ensina a não mudar de idéia (não pensar), e a não querer saber de coisas emocionantes que estão aí para ser aprendidas. Ela subverte a ciência e mina o intelecto.
Uma coisa é fato na História humana, sempre que há um grande derramamento de sangue, a religião ou o estado (patriotismo) estão nos bastidores, mas afinal de contas “somos ou não todos irmão, segundo deus”.

Notícia retirada do blog de Marcelo Leite

Escrito por André Modesto às 02h01

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Escrito por André Modesto às 02h34
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17/11/2008


Feliz Aniversário

Desde que o Brasil conheceu os rudimentos de um processo democrático – a partir do fim da segunda grande guerra (1946) – o período aberto com a Constituição de 5 de outubro de 1988 é o mais duradouro, já se vão 20 anos.
A Carta de 1946 foi revogada pela força do Golpe de 1964, que legou ao país uma Constituição outorgada em 1967 e uma Emenda Constitucional, em 1969. Esta deu ‘forma legal’ ao arbítrio, se é que isso faz algum sentido. Assim, a Carta de 1988, com seus 20 anos, é o documento mais longevo do processo de democratização brasileiro, ou seja, nossa democracia ainda esta em fim de adolescência.
Dois mitos acabaram por fixar-se na nossa percepção a respeito da Carta de 1988: o de que é excessivamente detalhista e o de que estabelece direitos em excesso, sem conseqüências práticas. Mas afinal de contas a lei máxima do país que deveria ser o orgulho do cidadão comum, pois nela consta a igualdade de direitos, contudo na pratica isso é inverossímil, pois, “somos todos iguais, porém uns mais iguais que os outros”.
É fundamental que o país ‘aprenda’ a Constituição. Além dos direitos, ali estão estabelecidos os mecanismos para concretizá-los. No lugar do vago patriotismo sazonal que nos assalta em eventos esportivos, seria interessante que adotássemos aquilo que certa vez o filósofo alemão Jürgen Habermas definiu como “patriotismo constitucional”.


Adaptado de Renato Lessa
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro,
da Universidade Candido Mendes,
e Universidade Federal Fluminense

Escrito por André Modesto às 00h01
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05/11/2008


Discurso de Mc Cain

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2008-11-02_2008-11-08.html#2008_11-05_03_04_11-9961110-0

Discurso de Mc Cain admitindo a derrota nas eleições americas

Categoria: Link
Escrito por André Modesto às 08h30
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17/10/2008


IGNOBEL

Cientistas brasileiros ganham Prêmio Ig Nobel de Arqueologia

 

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cientistas-brasileiros-ganham-premio-ig-nobel-de-arqueologia&id=

Escrito por André Modesto às 00h32
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14/10/2008


“A queda do muro de “wall street”

Por mais paradoxal que possa parecer o remédio para a crise do sistema capitalista é o socialismo!?
Esta semana o primeiro ministro britânico Gordon Brown mostrou o que pode parecer uma nova ordem do sistema mundial, a compra de ações dos bancos pelos governos. Com esta atitude além de acalmar o mercado garantindo assim os depósitos dos cidadãos ele também ajudou a afundar de uma vez a imagem do presidente americano Bush, deslocando o baricentro da economia mundial mais pra perto do velho mundo.
Para entendermos a crise que afeta os mercados, basta fazermos a seguinte análise: no sistema bancário brasileiro a cada dólar que entra em depósitos os bancos disponibilizam entre 4 e 7 dólares em créditos na praça. Nos EUA a cada dólar depositado os bancos jogavam na praça em torno de 37 dólares em créditos ao consumidor, ou seja, não precisa ser doutor em ciências econômicas para concluir que o dinheiro emprestado era fictício, não existe fora do mercado especulatório.
Bastou o primeiro banco decretar sua falta de capital real para o efeito tornar-se global. Nos 20 primeiros dias da crise, o sistema financeiro mundial perdeu em torno de 6,2 trilhões de dólares, algo em torno de 6 PIBs brasileiros em questão de dias.
A imprensa compara a atual crise com a de 29. Contudo na crise de 29 a quebradeira americana foi um pouco diferente, os historiadores não possuem um consenso sobre isto, contudo este que vos escreve julga que naquele tempo os americanos faziam papel de mercado exportador para Europa, esta se encontrava em recuperação da primeira guerra mundial. A guerra acarretou conversão de quase que toda indústria européia em bélica.
Hoje a situação pode ser considera mais grave, pois além da globalização os americanos são o maior mercado consumidor do planeta, o desaquecimento do consumo americano significa quebradeira de muitas empresas em escala global.

Os efeitos da Grande Depressão de 29 foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização, no Brasil iniciado na era Vargas e continuada por Juscelino.
Outro grande acontecimento, se não dizer o maior acontecimento da história mundial recente, a segunda grande guerra teve grandes bases apoiadas na crise de 29. Sendo este um dos fatores primários que ajudou a ascensão de regimes de extrema-direita, como os nazistas comandados por Adolf Hitler na Alemanha.
Após o período de 29 as grandes potências passaram a atuar de maneira mais direta na economia. Hoje o mesmo ocorre de forma paradoxal onde os governos dos países ricos para garantir o crédito e os depósitos dos cidadãos estão simplesmente comprando ações desses bancos, ou seja, “estatização” do sistema financeiro. Se a queda do muro de Berlim simbolizou a vitória do capitalismo sobre o comunismo, a queda do muro de “wall street” pode simbolizar a vitória “socialista” sobre o capitalismo devido a socialização do sistema financeiro?

Escrito por André Modesto às 22h09
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09/09/2008


Viva o crescimento econômico!!!

O impostometro localizado no prédio da Associação comercial de São Paulo localizada na rua BoA Vista n° 51 centro, registrou hoje mais de 701 bilhões de reais pagos em impostos no acumulado do ano. A previsão de 1 trilhão no ano será alcansado com facilidade.

Com R$ 1,008 bilhão reservados no orçamento deste ano, a habitação registrou execução zero. Nos três primeiros meses de 2008, nenhum centavo havia sido liberado para a área. Para as ações de saneamento, o governo, até o final de março, havia gasto apenas R$ 125 milhões dos R$ 1,385 bilhão reservados para a área (0,01% de execução).

Na área de transporte, os gastos atingiram R$ 156,2 milhões (1,14%) dos R$ 13,307 bilhões previstos; na de energia foram executados R$ 55,2 milhões (8,68%) dos R$ 636,7 milhões reservados para o setor.

No acumulado do ano, o pagamento de juros da dívida pública chegou a R$ 106,803 bilhões, contra R$ 92,941 bilhões registrados no mesmo período de 2007.

No acumulado do ano, o pagamento de juros da dívida pública chegou a R$ 106,803 bilhões, contra R$ 92,941 bilhões registrados no mesmo período de 2007. O valor dos sete meses deste ano é o maior para o período, assim como o pagamento de juros apenas no mês de julho – R$ 18,777 bilhões.

 

Viva o superavit primário!

Viva o crescimento ecônomico!

Viva os investimentos!

Escrito por André Modesto às 00h30
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23/08/2008


O mecanismo do aumento da temperatura no estado febril

Ocorre que, no organismo febril, a produção de células T (elementos importantes do sistema imunológico) torna-se dez vezes maior para cada grau de elevação da temperatura. Além disso, para cada grau de elevação da temperatura triplica a eficácia de uma substância chamada interferon, presente no organismo e essencial no combate a infecções por vírus.
Quem faz o papel de termostato, ou seja, qual o órgão responsável pela regulação da temperatura no organismo? De que maneira é levada a esse órgão a informação de que a temperatura do corpo precisa ser elevada? Qual o processo utilizado pelo organismo para elevar e baixar a temperatura?
A função termostato é desempenhada por uma parte do cérebro, o hipotálamo, que, entre outras funções, regula a maior ou menor produção de calor pelo organismo.
A informação de que a temperatura do corpo precisa subir é levada ao hipotálamo pelo piroxênio, substância liberada pelos glóbulos brancos do sangue assim que a corrente sanguínea é invadida pelas toxinas associadas à infecção.
Quanto ao processo utilizado pelo organismo para elevar a temperatura, há três recursos possíveis, alias os mesmos três recursos que podem ser utilizados quando se deseja elevar a temperatura de qualquer sistema termodinâmico: produzir calor no próprio interior do sistema, reduzir as perdas de calor para fora do sistema ou introduzir calor no sistema.
O que faz o organismo para produzir mais calor? Todos sabem que, enquanto a febre esta subindo, nossos músculos se contraem e até mesmo tremem. Esse é o processo que o organismo utiliza para gerar o calor necessário à elevação da temperatura. Nesse processo, há consumo de energia armazenada nas ligações químicas, mas acontece que somente 25% da energia consumida é utilizada no trabalho mecânico do tremor, os restantes 75% são liberados como calor, o qual eleva a temperatura do corpo. É exatamente o que ocorre quando efetuamos esforço, como subir correndo uma escada: sentimos um aquecimento análogo a uma febre, em virtude de só aproveitarmos para o trabalho mecânico 1 J(joule) de cada 4 J liberados pelo organismo.
O outro recurso utilizado pelo organismo para elevar sua temperatura interna é diminuir as perdas para o ambiente. Consegue isso reduzindo a circulação periférica, ou seja, transportando menos calor para a superfície do corpo, onde seria perdido através da pele. Com o mesmo objetivo, costumamos dar uma mão aos mecanismos automáticos de nosso organismo, tratando de nos agasalhar enquanto a febre sobe.
Inversamente, quando nosso organismo não precisa mais da defesa da febre, o hipotálamo comanda um abaixamento da temperatura e começamos a transpirar o que contribui para reduzir a temperatura do corpo. Ao mesmo tempo, nos livramos dos agasalhos, para perder mais calor rapidamente.
O último recurso de introduzir calor no sistema: fica por conta dos chás quentes e da procura de um bom fogo, quando esse luxo esta disponível.
O intrincado mecanismo de regulação de temperatura e da ação da febre como defesa mostra um grau de refinamento dos programas que rege o funcionamento do organismo, até nos mínimos detalhes: tudo pode ser explicado a partir de átomos, suas ligações e energias.
Adaptado de: TEIXEIRA JÚNIOR, Antonio de Souza. Revista de ensino de Ciência, n° 12, março/2005. P. 7-9.


Escrito por André Modesto às 22h47
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16/08/2008


Defenda nossas águas

Este texto estou falando sobre mananciais pois minha cidade natal Ribeirão Pires encontra-se em área de proteção aos manaciais.

As cidades de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra encontram-se no caminho entre a capital e o litoral, nossas cidades encontram-se numa posição estratégica na região metropolitana. Com a construção da ferrovia, em 1867, não havia paradas na região, Santo André (na época São Bernardo) e Rio Grande. Em 1883 foi criada a estação em Mauá e em 1 de março de 1885 foi inaugurada a estação de Ribeirão Pires. Em seguida começaram a chegar os primeiro imigrantes italianos e o desenvolvimento da vila começou a se acentuar.
Nas décadas de 1930 e 1940 o engenheiro Billings, um dos empregados da extinta concessionária de energia elétrica Light idealizou o represamento de água na região com o intuito de armazenar água para gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão.
Devido à região situar-se a 800 m de altitude (altura em relação ao nível do mar), a água represada através da gravidade transformaria toda sua energia potencial em energia cinética, essa energia moveria as turbinas para geração de energia elétrica. Desse fato nasceu à represa Billings (nome em homenagem ao seu idealizador).
Com a queda do comércio do café associado à crise de 29 na bolsa de New York o país necessitava substituir suas importações. No estado de São de Paulo com o plano de metas do governo JK a região do grande ABC sofreu grandes reflexos dessa industrialização.
O novo padrão de desenvolvimento produziu conseqüências de grandes impactos, dentre eles a urbanização acelerada de São Paulo que consolidou a cidade como metrópole industrial e devido a proximidade a região do ABC recebeu um número grande de indústrias.
Esse forte crescimento econômico indubitavelmente causou impacto nos mananciais, dentre eles a Billings, que é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. Seus principais rios e córregos formadores são o rio Grande ou Jurubatuba, Ribeirão Pires, rio Pequeno, rio Pedra Branca, rio Taquacetuba, ribeirão Bororé, ribeirão Cocaia, ribeirão Guacuri, córrego Grota Funda e córrego Alvarenga.
Percebe-se que com a industrialização da região a represa mudou de foco, de geradora de energia passou a ser um manancial de suma importância para o abastecimento de água da região metropolitana.
Com a globalização e o alto índice de desemprego na década de 90, criou-se um cenário propício de ocupações irregulares de moradias em torno da represa. A Billings possui grandes trechos poluídos com esgotos domésticos, industriais e metais pesados. Apenas os braços Taquecetuba e Riacho Grande são utilizados para abastecimento de água potável pela Sabesp.
As cidades de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra são banhadas pelos braços da Billings que estão classificados como de extrema, muito alta e alta importância para recuperação e manutenção do manancial. Os municípios de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra encontram-se totalmente inseridos na lei de proteção aos mananciais com 100% de seus territórios.
A nova lei de proteção aos mananciais de 1997 tem como objetivo de compatibilizar as ações de uso e preservação dos mananciais, a ocupação do solo e o desenvolvimento econômico dessas regiões. Assim o intuito é prover manutenção preventiva ao invés de emergencial quando o manancial já estiver totalmente poluído, o que demanda grandes investimentos.
O grande dilema de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra é como gerar crescimento econômico sustentável. Ou seja, como gerar condições de uma qualidade de vida aceitável sem agredir o meio ambiente. Um dos grandes impactos da lei para economia desses dois municípios é a fuga de indústrias da região.
Os impactos negativos gerados no meio ambiente em geral são causados pela falta de políticas publicas de moradias e má qualidade dos serviços básicos, mas também é um reflexo do descuido dos próprios moradores, cenas de desperdício de água potável são muito comuns na sociedade atual.
Ao invés da lamentação cabe aos cidadãos cobrarem mais informações das instituições organizadas como: clubes, empresas, igrejas, políticos, prefeitura e governo estadual. Também se faz necessário cobrar dos formadores de opinião principalmente os professores de educação básica, para enraizar desde a mais tenra infância a consciência ecológica no cidadão do futuro.
Alguns dados chegam a causar espanto. Em Cingapura, o governo local resolver reciclar água das privadas e distribuí-las ao povo em garrafinhas. Dados como esse nos fazem refletir que a região metropolitana de São Paulo é a que mais consome e polui as águas destruindo seus últimos mananciais a interesses imobiliários e politiqueiros.
Hoje em plena construção a asa sul do rodoanel Mario Covas passa por região de manancial que cortará um pedaço do território de Ribeirão Pires, cabem as autoridades fazer cumprir as leis, pois a valorização imobiliária será gigantesca e a ocupação dessa região que margeia o rodoanel pode ser ocupada de maneira desordenada. Não basta apenas a população fazer sua parte, mas em contra partida os governos devem resistir aos interesses imobiliários e politiqueiros.
No Brasil estima-se, que 60% dos gastos com internações hospitalares são de pacientes com doenças causadas pela água poluída. As previsões mais sinistras garantem que em 25 anos, uma taça de água potável custará mais que petróleo.





Escrito por André Modesto às 17h54
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24/07/2008


Jogo grátis na internet premia "orgasmo" de usuário


Título e texto retirado da folha online.

Ao navegar pelas páginas dos jornais online, não pude deixar de ler e divulgar esta notícia.
Este jogo não tem absolutamente nenhuma imagem e foi desenvolvido por alunos da IT University of Copenhagen (Dinamarca). A plataforma usa código Java, foi desenvolvida para ser usada por vários jogadores, mas é possível brincar sozinho.
O jogo utiliza os joystick do Wii, mas também pode ser jogado no teclado.
Enfim aqui a vai o link da reportagem:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u425842.shtml

Quem não quiser "perder" tempo de ler a reportagem completa, aqui vai o link de um vídeo no Youtube onde 2 pessoas jogam (ilário!) e logo abaixo vai o link para download do jogo.

http://br.youtube.com/watch?v=zFd5DFxKfG8 (vídeo)

http://itu.dk/stud/darkroom/about.php (download)

Depois da diversão se alguém tiver idéia do algoritmo comente...rs

Abraço a todos

Escrito por André Modesto às 15h56
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17/07/2008


Óculos escuros de camelô prejudicam a visão?

Sabemos que óculos escuros de boa qualidade (marca), custam um preço absurdo com alguns chegando a custar em torno de 2 mil reais. Os mais acessíveis e com selo de qualidade das lentes pode ser encontrado por algo a partir de R$ 100,00. Mas nas esquinas fora dos shoppings e óticas encontramos a cópia quase perfeita por R$ 10,00 nos camelôs, o que fazer? Vale à pena pagar no mínimo 10 vezes mais por algo de marca com um selo de qualidade?
Para analisarmos esta questão vamos ver de uma maneira bem simplifica como funciona a visão.
A visão é considerada pela ciência como um dos 5 sentidos.
O olho é um órgão dos animais que permite detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos elétricos que são interpretados pelo cérebro. O olho é constituído por inúmeras partes, mas iremos nos concentrar na pupila.
Pupila ou Menina dos olhos é a parte do olho como um orifício de diâmetro regulável (olhos humanos), responsável pela passagem da luz do meio exterior até os órgãos sensoriais da retina.
Nos humanos a pupila é controlada por constrição e dilatação involuntária da íris, para controlar a passagem de luz. No homem numa claridade normal, a pupila tem um diâmetro de 3 a 4 milímetros, em grande luminosidade o diâmetro chega a medir 1,5 mm e no escuro pode atingir o diâmetro de 8 mm.
Portanto quanto mais claro o ambiente menor o diâmetro da pupila e quanto mais escuro o ambiente maior o diâmetro da pupila. Assim quando colocamos óculos escuros a pupila dilata, ou seja, seu diâmetro aumenta.
Faremos a seguinte análise: num dia de sol escaldante sua pupila esta aproximadamente com 2 mm, colocando óculos escuros ela dilatará, supondo que essa dilatação seja para 4 mm (depende da lente dos óculos).
A área do circulo é πR2, ou seja, nesse exemplo como raio é a metade do diâmetro tem-se que:
• Com óculos a pupila tem 2 mm de raio;
• Sem os óculos ela tem 1 mm de raio.
Com óculos a pupila terá uma área de 4π; sem óculos terá uma área de 1π. Fazendo a razão de com e sem óculos obtemos o fator 4, ou seja, com óculos a sua pupila deixa passar 4 vezes mais luz que sem os óculos.
Ver-se que se os óculos forem de má qualidade, ou seja, se suas lentes não filtrem os raios UV que prejudicam a visão seus olhos receberão 4 vezes mais raios UV que o normal. Será que a estética de R$ 10,00 vale a pena?

Críticas, comentários e sugestões de novos temas é só comentar.
Abraço a todos

Escrito por André Modesto às 17h25
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15/07/2008


Segredo da “Chapinha”

Tentarei esclarecer de maneira simples e qualitativa como é a estrutura do cabelo e como se pode modificá-la.
As proteínas são moléculas grandes, formadas por outras moléculas menores denominadas aminoácidos. Elas são classificadas biologicamente de acordo com sua função: colágeno e queratina possuem função estrutural.
A queratina é formada por cerca de 15 aminoácidos diferentes, que se repetem e interagem entre si. A ligação entre dois aminoácidos é chamada de ligação peptídica. Quando dois aminoácidos se unem, existe uma ligação bipeptídica; caso três ou mais aminoácidos sejam encontrados unidos, teremos uma ligação denominada ligação polipeptídica.
A queratina é o principal componente do fio de cabelo, formada por cadeia polipeptídica de aminoácidos diferentes, cuja seqüência é programada geneticamente. A queratina esta presente em vários seres vivos em unhas, chifres, pêlos, penas e etc.
A parte visível do fio de cabelo é composta por:
• Cutícula (camada externa): formada por um conjunto de placas do tipo escamas, sobrepostas umas às outras. É responsável pelo brilho, maciez e proteção dos fios.
• Córtex (camada interna): é responsável pela maioria das propriedades mecânicas dos fios, tais como elasticidade, resistência e cor.
É composto por uma alta concentração de queratina. As mudanças mais radicais, como tintura, descoloração, permanente e alisamento atuam principalmente nessa região, alterando a estrutura do córtex.
• 3. Medula ou canal medular (camada interna): é uma região que não possui função conhecida.
Muitas vezes ausente no fio, é composta por células mortas e ocas.

Dentro do córtex, a queratina é composta por quatro cadeias polipeptídicas. Esta estrutura é mantida por ligações entre os átomos das diferentes cadeias. Estas ligações podem ter forças variáveis: fracas como as pontes de hidrogênio ou fortes como as pontes cistinicas, que são as pontes formadas pelo grupo S-H (hidrogênio - Enxofre) do aminoácido cistina, presente na queratina.
Em cada fio de cabelo, milhares de cadeias de alfa-queratina estão entrelaçadas em uma forma helicoidal, resultando em um longo e fino "cordão" protéico. A interação entre essas proteínas da às características para os cabelos: liso, enrolado, ondulado, etc.
A cisteína é um dos aminoácidos presentes na queratina, possui o átomo de enxofre em sua estrutura. A cisteína é facilmente oxidada para formar a cistina (aminoácido) na qual 2 moléculas de cisteína são unidas por uma ponte de dissulfeto (enxofre).
Em todas as ligações peptídicas existem pontes de hidrogênio (ligação do hidrogênio com oxigênio e nitrogênio) que apesar de serem mais fracas que as ligações peptídicas e de dissulfeto ocorrem em quantidade maior conferindo considerável estabilidade à estrutura da queratina.
A queratina sofre alteração na estrutura quando aquecida ou exposta a valores extremos de pH (além de outros fatores), podendo ocorrer à repulsão eletrostática entre os aminoácidos e rompimento de pontes de hidrogênio. Ou seja, ao ser feita uma escova ou a popular “chapinha”, aquece o cabelo fornecendo energia aos fios. A nível molecular essa energia térmica excita os elétrons e as pontes de hidrogênio são quebradas, deixando o cabelo “maleável”. Esse processo é de fácil reversão em contato com umidade.
Os procedimentos que atuam oferecendo uma nova forma de maneira definitiva aos cabelos atingem, principalmente, o córtex capilar, agindo sobre aquelas ligações de enxofre presentes nesta região do fio, determinando uma nova característica para os mesmos. Os cabeleireiros aplicam ácido em solução de amônia (Ph alcalino), faz-se o esticamento ou cacheamento dos fios, retira-se a solução e por fim aplica-se uma solução oxidante, por exemplo peróxido de hidrogênio (H2O2, água oxigenada) ou borato de sódio (NaBrO3). (solução neutralizante), conservando a forma desejada.

Escrito por André Modesto às 20h30
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