O educador e seu papel de mediador na escola moderna.
Geralmente, quando alguém inicia um discurso relacionado ao contexto escolar, direciona o pensamento para aspectos “problemáticos” deste tema, envolvendo as chamadas “características pessoais” dos alunos, falando dos problemas de aprendizagem, dos que não conseguem ler e/ou escrever com significado, do número de reprovações, o que comprova a existência dessa não-aprendizagem ou mesmo de problemas de relacionamento interpessoal que promovem a retenção do aluno, além das estatísticas de evasão escolar.
Repetidas vezes o “bom aluno” é identificado por algumas características; a primeira pode ser a disciplina, ou seja, aquele que não tumultua ou perturba a ordem da classe, porque para muitos professores disciplina ainda é sinônimo de imobilismo. Segundo Rubem Alves (2003), é importante, além da atenção voltada para o objeto do conhecimento, a curiosidade que ele desperta. “todas as vezes que você precisa pedir disciplina é porque alguma coisa está errada. Quando o jovem está realmente fascinado pelo objeto, você não precisa pedir...”.
No ambiente escolar é comum às vezes a expressão falta de estímulo do educando ser posta como fator indubitável para o “insucesso” do aluno. Contudo cabe a pergunta: O que é estímulo?
Estímulo é algo externo que impulsiona o indivíduo em determinada direção, fazendo-o agir. Eles podem ser multivariados - por exemplo, de natureza econômica, social, moral ou política. Quanto à escola, pode-se pensar o professor como fonte de estímulo aos alunos, e seu desafio seria o de criar ações concretas que incentivem os alunos a buscar e a realizar. Segundo Bzuneck (2001) em sala de aula, os efeitos imediatos da motivação do aluno consistem em ele se envolver ativamente nas tarefas pertinentes ao processo de aprendizagem, o que implica em ter escolhido esse curso de ação entre outros possíveis e ao seu alcance.
Em oposição ao “mar das lamentações” temos que: O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente.
Formar novas gerações na perspectiva da escola moderna requer educadores críticos, competentes e atuantes, que portem compromissos profissionais embasados numa visão de diálogo no processo de ensino aprendizagem, onde educador e educando sejam considerados sujeitos da construção e da apropriação do conhecimento.
Em decorrência desse comprometimento é necessário que aja empenho no combate a evasão e a repetência que nada mais são do que instrumentos da exclusão social. Também se espera do educador a consciência de repassar conhecimentos sobre o “universo” de uma maneira científica livre de crenças irracionais oriundas de superstições e pré-conceitos.
Quando se propõe investigar o interesse dos alunos pela escola, é fundamental levantar possíveis fatores que podem aumentar ou reduzir esse interesse. Entre estes merece atenção neste trabalho os que estão relacionados ao professor, ao aluno e, em especial, à interação entre eles.
Por conseguinte, devemos ter em mente que o ambiente escolar é similar a um sistema nervoso, onde, se não ocorrer à passagem de estímulos de um neurônio para outro a informação “morre” no caminho. Ou seja, as células (partes) não estão em junção (sinapse). Assim podemos metaforizar que a escola é o ambiente onde ocorrem as “sinapses do conhecimento” onde cada indivíduo (alunos, professores, coordenadores, inspetores, diretores, etc.) é um neurônio e se não houver sinapse (interação professor aluno) o conhecimento “morre” e a sociedade padece.




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