Blog de André Modesto Macedo


12/01/2009


Palestinos, infelizmente a opinião internacional não os salvará!

Para entender um título assim tão pessimista, convido o leitor a tentar entender um pouco Israel.
As câmaras de gás, os campos de concentração, a tentativa de extinguir judeus - não são fábulas. Elas aconteceram com pessoas reais durante "nosso tempo de vida". A opinião mundial chora por Anne Frank, mas não a salvou. Fato.
A idéia do estado de Israel não esta fundamentado em religião ou nacionalismo, mas sim, na experiência de quase aniquilação de um povo, que outrora não pôde confiar sua segurança na opinião mundial para proteger os judeus.
Assim, quando se pede que Israel respeite a opinião mundial e confie na comunidade internacional, não se esta compreendendo o ponto fundamental. A idéia do estado de Israel é fruto da negação dessa opção. O estado de Israel só existe porque os judeus não se sentiram seguros sob a tutela da opinião pública mundial.
A pobreza, a morte e o desespero entre os palestinos na Faixa de Gaza me levam a fúria. Como poderia não selo? Quem é capaz de ver imagens de crianças numa zona de guerra e não se sentir revoltado, perplexo e impelido a protestar?
Contudo, vale lembrar que o Hamas não prega um "estado palestino e paz", mas em primeira instância prega à destruição total de Israel. A impressão é que eles não querem matar judeus porque odeiam Israel. E sim, eles odeiam Israel porque querem matar os judeus. Outro fator de suma importância é o coadjuvante Irã, momentaneamente esquecido pela opinião mundial.
Israel já cometeu muitos erros. Agiu agressivamente em determinadas situações. O país nem sempre respeitou como deveria os direitos humanos de seus inimigos. Contudo que país exposto a tal ameaça teria evitado esses erros?
A atual empreitada militar israelense contra Gaza (Hamas) tem o objetivo de destruir o satélite iraniano e vizinho de Israel. O Hamas.
O presidente Iraniano afirmou em alto e bom tom que quer a destruição completa de Israel. Enquanto a opinião mundial não tratar com seriedade a possibilidade de o Irã adquirir armas de destruição massa, criando assim a possibilidade de um novo holocausto contra os judeus, Israel não recuará. Enquanto a opinião mundial não fizer nada, em relação à corrida armamentista iraniana, o mundo estará ratificando o direito de defesa Israelense. Quer queira, quer não!

 


Importantes considerações:
• A idéia central do texto acima é uma adaptação da coluna de Daniel Finkelstein, que é colunista do jornal londrino "The Times", onde este texto foi publicado originalmente.
• O texto foi redigido a partir de uma ótica racional, o que implica que não sou nem a favor nem contra Israel, apenas tento entender os fatos de uma maneira embasada em fatos, sem considerar os sentimentos envolvidos nos bastidores de uma guerra.

 

Escrito por André Modesto às 00h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem
MSN - andreifusp@hotmail.com

Histórico